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O HOTEL COMERCIAL




O Hotel Comercial, situado na Rua Antônio Prado, é uma referência em Ourinhos.
Dos hotéis existentes é o mais antigo, tendo sido edificado naquela rua em 1924, segundo narra o professor Norival Vieira da Silva, a partir da memória de Eurico Rodrigues,    em artigo publicado no "Diário de Ourinhos". 
Graças à câmera de Francisco de Almeida Lopes, sempre atenta ao dia-a-dia da cidade, temos uma foto do hotel nos anos 1920, que teria sido construído pelo português Antônio Ferreira Dias.  Tinha apenas um andar e aparência simpática graças ao formato das janelas frontais, tipicamente europeu.
A foto foi tirada a partir de uma das ruas da Praça Melo Peixoto, captando duas jovens que por ela passavam.

Clique sobre a foto.

Num banco à esquerda, dois amigos sentados viam o tempo passar, enquanto ao fundo outros dois que acabavam de se cruzar jogavam conversa fora.
Na esquina da Antônio Prado, vê-se o prédio onde Américo Facini viria a instalar a sua lotérica: "A Vencedora".
Alguns carros marca Ford encontram-se estacionados. Em seguida,  o prédio do Hotel Comercial. 

 Clique sobre a foto

O prédio atual teria sido levantado sobre as estruturas desse primeiro, em 1939, a partir de um projeto de Augusto Fernandes Alonso, marceneiro espanhol, um homem inteligente e muito  culto (artigos dele em "A Voz do Povo", o demonstram, apreciava ópera). Foi sogro do professor Norival, que ainda mora num sobrado muito original, avançado mesmo para a época, construído pelo seu Alonso na esquina da Cardoso Ribeiro com Expedicionário.
 Lembro-me dele sentado à porta de sua casa, (um costume típico dos anos 1940 e 1950) ao lado da marcenaria na Avenida Altino Arantes, logo após o reservatório de água.
Também de sua lavra, além das belas escadarias em madeira  dos sobrados construídos nos anos 1930 e  1940, o do meu avô é um deles, foi o gracioso púlpito da Igreja Velha, que deveria estar  hoje na Catedral. 
O novo prédio do Hotel  era  estiloso, agora com  dois andares. A foto dá provas disso. O acréscimo de  um sotão,  mais tarde,  realmente quebrou a harmonia do projeto original.  
Um de seus proprietários, nos anos 1940 e 1950 foi o comerciante Carlos Rodrigues, genro do também comerciante português Antonio Joaquiml Ferreira, estabelecido na rua do Expedicionário. Coincidentemente, no início dos anos 1970,  Carlos Rodrigues era dono de um prédio em São Paulo, onde comprei meu primeiro apartamento, e acabou me passando a escritura.
Nessa foto, também captada por Francisco de Almeida Lopes, vemos ainda  o prédio construído para abrigar a Drogasil. Em seguida, vê-se  a porta de entrada da casa onde morou o ex-prefeito Antônio Luiz Ferreira.

Comentários

Unknown disse…
Sugerindo a correçao do nome do meu avo: Antonio Joaquim Ferreira, onde se le Manuel ferreira no texto abaixo: Carlos Rodrigues, genro do também comerciante português Manuel Ferreira,

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